sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Por que Lula é tão querido. #forçalula #teimalula @dilmabr

Do jornalista Paulo Nogueira.“Difícil não é subir”, escreveu o historiador francês Jules Michelet. “Difícil é, subindo, você permanecer o mesmo.”
Acho que essa frase explica a razão pela qual todos gostam de Lula, excetuada uma parcela retrógrada da classe média que tem preconceito contra pobres e nordestinos, sobretudo se eles ascendem.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Câncer de Lula regrediu 75%, dizem médicos

Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho (dir.), Lula chegou apreensivo, mas ficou aliviado com o resultado
O câncer do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reduzido em pelo menos 75%, disse nesta segunda-feira (12) o cardiologista Roberto Kalil Filho, que integra a equipe de médicos que cuida de sua saúde.

Lula vê Corinthians ser campeão de futebol americano
Leia mais notícias no R7
Lula, que retornou ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para uma avaliação do tratamento que faz para combater um tumor na laringe descoberto em outubro, tem estado de saúde muito bom, de acordo com os especialistas, e deve iniciar a terceira sessão de quimioterapia ainda hoje - antes, os médicos haviam decidido adiar o começo para terça-feira (13), mas mudaram de ideia. Ele deve ter alta amanhã à noite, quando será divulgado um novo boletim médico.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nota à imprensa #TeimaLula @dilmabr #topblog

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou hoje (4) nota à imprensa sobre o pedido de demissão apresentado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à presidenta Dilma.
Leia abaixo a íntegra da nota.
Nota à Imprensa
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, apresentou hoje, em caráter irrevogável, sua demissão à Presidenta Dilma Rousseff.
A Presidenta agradece a colaboração, o empenho e a dedicação do ministro Lupi ao longo de seu governo e tem certeza de que ele continuará dando sua contribuição ao país. A partir desta segunda-feira, responde interinamente pelo Ministério do Trabalho o secretário-executivo Paulo Roberto dos Santos Pinto.
Secretaria de Imprensa da Presidência da República

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Chora Pig, chora direita raivosa... Como diria PHA tem alguém que vai cortar os pulsos!

Em meio à crise mundial, agência S&P eleva nota de crédito do Brasil


DE SÃO PAULO

Em meio à crise econômica mundial, agência de classificação Standard & Poor's informou nesta quinta-feira (17) que elevou o risco soberano de longo prazo do Brasil de BBB- para BBB, e o risco de longo prazo da moeda de BBB+ para A. Ao mesmo tempo, reafirmou os "ratings" (notas) de curto prazo para país de A-3 para moeda estrangeira e A-2 para a moeda local. A perspectiva do país é estável.

Entenda o que é 'rating' ou nota de risco

A nota de classificação de risco de uma empresa ou país, o "rating", é uma opinião sobre a capacidade desses agentes saldarem seus compromissos financeiros.

Segundo divulgou em nota a Standard & Poor's, a administração de Dilma Rousseff demonstrou seu compromisso com metas fiscais, alargando o escopo para usar os instrumentos de política monetária para influenciar a economia doméstica. "Esperamos que o governo busque políticas monetária e fiscal cautelosas, combinadas com o resiliente crescimento econômico do país, possa moderar o impacto de choques externos potenciais e sustentar boas perspectivas para o crescimento de longo prazo", diz o comunicado.

No mês passado, outra agência de classificação de risco, a Fitch, confirmou a nota de risco BBB do Brasil, com perspectiva estável. O rating BBB do Brasil foi obtido em abril, quando a Fitch elevou a nota soberana de crédito do país, que era BBB-.

No dia 11 de agosto, a agência japonesa R&I Japan também elevou a nota do Brasil. A japonesa não é tida como uma das principais classificadoras de risco, mas a mudança representou o primeiro sinal de que outras agências também poderiam elevar suas notas depois de o país atingir grau de investimento, em 2008.

ENTENDA

Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.

O "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o "rating" desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.

As agências, portanto, classificam debêntures, "medium-term notes", títulos de dívida conversível, mas não ações.

As três agências de classificação de risco de maior visibilidade são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings.

Editoria de Arte/Folhapress

GRAU DE INVESTIMENTO

A nota de países é preparada a partir da iniciativa do emissor ou da empresa de "rating". As empresas de classificação de risco alegam que, mesmo sob encomenda, o "rating" é uma avaliação independente, porque também há preocupação com a credibilidade da própria agência.

O chamado "rating" global de um país, por exemplo, é sempre a avaliação que uma determinada agência tem sobre o risco dessa nação não pagar os títulos, de longo prazo, que lançou no mercado internacional.

Esses países também são encaixados em categorias. Se a agência considera um país como "bom pagador", ele é classificado na categoria "grau de investimento". Se é visto apenas como um pagador de risco razoável, fica na categoria "grau especulativo", que também inclui nações que declararam moratória de suas dívidas.

As agências monitoram constantemente os países ou empresas. Dessa forma, quando lançam um "rating", também avisam quais as chances dessa nota ser revisada no curto prazo.

Se o panorama é positivo significa que a nota tem maiores chances de ser melhorada. Se é negativo, as maiores chances são de que haja um "downgrade" (seja revisada para baixo, uma nota pior). Se é estável, há poucas chances de que seja mudada nos dois anos seguintes.

Com Valor



Pescado da fóia

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Bemvindo Sequeira manda vibrações positivas para Lula, participe também! #TEIMALULA



http://youtu.be/f_7UH4r0j_0

Nessa campanha, grave seu 1 minuto torcendo pelo Lula, entreviste pessoas na rua, e traga para o #TEIMALULA pelo link http://www.youtube.com/user/teimalula entre em contato com os usuários do canal dizendo que está querendo incluir seu vídeo no canal!

domingo, 23 de outubro de 2011

NÓS ELEGEMOS DILMA PRESIDENTA, NÃO CONFIAMOS NA MÍDIA

Nenhuma novidade no front, mas o óbvio ululante precisa ser reiterado. A mídia continua agindo com o mesmo modus operandi que usou contra o governo Lula.(...)
(...) Nós que elegemos a presidenta Dilma confiamos nela e nas suas decisões. Nós não confiamos, não acreditamos e não elegemos a mídia e muito menos a oposição.
Jussara Seixas
Matéria completa:
http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com/2011/10/nos-elegemos-dilma-presidenta-nao.html
http://dilma13.blogspot.com/2011/10/nos-elegemos-dilma-presidenta-nao.html

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ESPORTE E EDUCAÇÃO




O esporte tem sido em vários pontos do mundo, ao longo das últimas décadas, utilizado como instrumento de melhoria do desenvolvimento da sociedade, proporcionando a formação de uma geração de pessoas preocupadas com saúde, educação e qualidade de vida.
Sempre que se antecede a grandes eventos esportivos a sociedade é preparada para a recepção. Não se trata apenas de assimilar tudo o que vem de fora como algo que deva ser seguido.
É preciso, como o Abaporu, deglutir e ressignificar valores para que não se perca a identidade regional e nacional.
Mas, tudo isso é um processo educacional que começa em oportunizar às crianças ricas ou pobres freqüentarem praças esportivas, interagirem com atletas, comissão técnica, enfim, pelos visitantes, sendo orientadas por seus professores.
Muito mais que aprender inglês ou outra língua é poder-se conhecer o mundo através do esporte.
Esse instrumento de promoção social parece adormecido em Cuiabá, já na antevéspera da Copa de 2014.
Nem o governo do Município, nem o do Estado estão preocupados com formação humana através do esporte.
É preciso que cada escola, cada turma, cada estudante conheça as obras que estão sendo realizadas, o que significam, como vão funcionar e o que isso implicará na qualidade de vida de seu bairro.
É preciso que a Copa do Mundo seja não da Cidade, nem do Estado, mas do cidadão cuiabano, várzea-grandense, enfim, mato-grossense. É vestir a camisa, literalmente.
A presença de crianças em estádios é um indutor de paz.
A educação esportiva dessa criança é uma garantia de menor tensão social nos estádios, nas ruas e nas atividades que esse cidadão participar.
Qual é o papel da educação nessa Copa do Mundo aqui em Cuiabá? Alguém pode me dizer?
Qual é o programa que está sendo desenvolvido?
Esporte pode ser um excelente instrumento para melhorar a qualidade da educação, algo que as últimas avaliações deixam-nos preocupados.
E quanto as questões de ética e transparência?
Não se cale. Não se omita.
A luta está apenas começando.
Eu já não me contenho ante o que vejo e sinto-me indignada com as “espertezas” que acontecem no meu bairro, na minha cidade...
Estamos fazendo a nossa parte abrindo este blog e atuando na mudança comportamental da sociedade.

Hilda Suzana Veiga Settineri

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pesquisa CNI-IBOPE: aprovação de Dilma aumenta 4 pontos e chega a 71%

Laryssa Borges
Direto de Brasília para o Portal Terra
Pesquisa do Instituto Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta sexta-feira aponta que a aprovação da presidente Dilma Rousseff chegou a 71%, quatro pontos percentuais acima do último levantamento, datado de julho. O índice de desaprovação da chefe do Executivo caiu também quatro pontos, alcançando o patamar de 21%.
Quando questionados sobre o desempenho do governo federal, 51% dos entrevistados consideraram que a atual gestão é ótima ou boa, enquanto outros 34% a consideram regular. A avaliação do governo é considerada negativa por 11%

Ainda que a avaliação governamental tenha oscilado três pontos percentuais desde a pesquisa CNI/Ibope de julho, a expectativa com relação ao restante do governo da presidente Dilma Rousseff ficou praticamente estável, variando de 55% em julho para 56% em setembro. A estabilidade também foi verificada entre aqueles que tem expectativa de que o governo irá ser "regular" - 25% em julho e 26% em setembro - e entre os eleitores que estimam que a gestão será negativa - 13% em julho e 11% em setembro.
Conforme a CNI/Ibope, o percentual dos entrevistados que confiam na presidente Dilma voltou a crescer após uma expressiva queda nos últimos levantamento e chegou a 68%. "Embora ainda abaixo do registrado em março (74%), a aprovação da presidente mantém-se em patamar elevado", diz a CNI.
Sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma tem feito com governo "igual" ao antecessor e padrinho político na avaliação de 55% dos eleitores. A gestão da primeira mulher no cargo mais alto da administração pública é melhor que a de Lula para 15% e pior para 26% dos entrevistados.
A margem de erro da pesquisa CNI/Ibope é de dois pontos percentuais. O levantamento foi realizado dos dias 16 a 20 de setembro com 2002 pessoas em 141 municípios

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aclamado por estudantes, Lula é homenageado em Paris

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma recepção de pop star hoje, em Paris, durante a cerimônia de entrega do título de doutor honoris causa pelo Instituto de Estudos Políticos (Sciences-Po), o maior da França. Em seu discurso, o ex-chefe de Estado enalteceu o próprio mandato e multiplicou os conselhos aos líderes políticos da Europa, que atravessa uma forte crise econômica. Antes, durante e depois, Lula foi ovacionado por estudantes brasileiros, na mais calorosa recepção da escola desde Mikhail Gorbachev.
A cerimônia foi realizada do auditório do instituto, com a presença de acadêmicos franceses e de quatro ex-ministros de seu governo: José Dirceu, Luiz Dulci, Márcio Thomaz Bastos e Carlos Lupi. Vestido de toga, o ex-presidente chegou à sala por volta de 17h30min, acompanhado de uma batucada promovida por estudantes. Ao entrar no auditório, foi aplaudido em pé pela plateia, aos gritos de "Olé, Lula".
Em seguida, tornou-se o primeiro latino-americano a receber o título da Sciences-Po, já concedido a líderes políticos como o tcheco Vaclav Havel. Em seu discurso, o diretor do instituto, Richard Descoings, se disse "entusiasta" das conquistas obtidas pelo Brasil no mandato do petista. "O senhor lutou para que o Brasil alcançasse um novo patamar internacional", disse, completando: "Não é mais possível tratar de um assunto global sem que as autoridades brasileiras sejam consultadas".
Autor do "elogio" a Lula - o discurso em homenagem ao novo doutor -, o economista Jean-Claude Casanova, presidente da Fundação Nacional de Ciências Políticas, lamentou que a Europa não tenha um líder "de trajetória política tão iluminada". Casanova pediu ainda que Lula aproveitasse "sua viagem para dar conselhos aos europeus" sobre gestão de dívida, déficit e crescimento econômico.
Conselhos e euforia
Lula aceitou o desafio e encarnou o conselheiro. Em um discurso de 40 minutos, citou avanços de seu governo, citando a criação de empregos, a redução da miséria, o aumento do salário mínimo e a criação do bolsa família e elogiou sua sucessora, Dilma Rousseff. "Não conheço um governo que tenha exercido a democracia como nós exercemos", afirmou, no tom ufanista que lhe é característico.
Então, lançou-se aos conselhos. Primeiro criticou "uma geração de líderes" mundiais que "passou muito tempo acreditando no mercado, em Reagan e Tatcher", e recomendou aos líderes da União Europeia que assumam as rédeas da crise com intervenções políticas, e não mais decisões econômicas. "Não é a hora de negar a política. A União Europeia é um patrimônio da humanidade", reiterou.
Na saída, estudantes cantaram a música Para não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré, e se acotovelaram aos gritos por fotos e autógrafos do ex-presidente, que não falou à imprensa. Impressionado com a euforia dos estudantes, Descoings comparou, em conversa com o Estado: "A última vez que vi isso foi com Gorbachev, há cinco ou seis anos. Mas com Lula foi ainda mais caloroso".
http://www.dgabc.com.br/News/5916152/aclamado-por-estudantes-lula-e-homenageado-em-paris.aspx

Folha tem medo da Comissão da Verdade

26/9/2011 19:22,  Por Blog do Miro
Por José Dirceu, em seu blog:Não chega a ser supresa para quem conhece a Folha de S.Paulo e sua história durante a ditadura militar, o jornal fazer o seu principal editorial no fim de semana (o de ontem) contra a criação da Comissão da Verdade. Único detalhe que me chamou a atenção foi o Folhão esperar a Câmara aprovar a proposta, ela começar a tramitar no Senado, para só então vir com essa…Em um trecho de seu editorial, a Folha pergunta: “Em que medida estariam contemplados representantes e defensores do próprio regime militar? Sua presença, não é exagerado supor, traria dificuldades e entraves ao trabalho da Comissão. Sua ausência, por outro lado, abriria o flanco a acusações de parcialidade nas investigações”.Só se for do Folhão, ou se ele já estiver avisando que vai cobrir com parcialidade os trabalhos da Comissão. O jornalão da rua Barão de Limeira diz que, ao invés da Comissão, “investigações independentes, feitas por organizações, pesquisadores e jornalistas sem vínculos com o Estado, constituem o melhor mecanismo para se chegar mais próximo de um ideal nunca definitivo, a verdade histórica. Esta não é monopólio de nenhum colegiado oficial, por mais imparcial que seja.”Mas, não se logrou êxito nessa excelente idéia do jornal até agora, passados 26 anos do fim da ditadura! Da mesma forma, chama a atenção que não se tenha conseguido nesse período a nossa Comissão da Verdade, quando somos praticamente o último país do mundo a ter enfrentado uma ditadura, que ainda não instalou Comissão desse tipo. E, não me consta que a Folha tenha cobrado sua instalação, feito até agora um editorial pedindo seja a Comissão, seja essa outra alternativa que ela diz ser melhor…Então, para entender melhor o jornalão da Barão de Limeira, é preciso lembrar e compreender que esse editorial estampa mais uma vez o seu antiestatismo e o medo da verdade. Tudo que vem do Estado e do Governo-Parlamento é ruim, considera a Folha. O jornal, chegado a modismos, agora namora com o neoconservadorismo extremado americano na mídia e na política, tão bem representados no Brasil pela revista Veja.

Lula em Paris: "o G20 não fez o que tinha de ser feito"

Lúcia Müzell
Direto de Paris
No início de uma viagem de seis dias que faz à Europa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira os governantes dos 20 países mais ricos do mundo - inclusive o Brasil - na gestão da crise econômica mundial. "O que eu acho é que se deixou de fazer o que tinha que ser feito. O G20 não fez o que tinha que ser feito, que era discutir a regulagem do sistema financeiro, a questão dos bônus", afirmou Lula, em Paris, onde encontrou-se com o presidente Nicolas Sarkozy nesta segunda-feira.
O assunto foi tratado pelos dois durante o encontro, ocorrido no palácio do Eliseu, a sede da presidência francesa - Lula comentou que considerava o líder francês como "amigo". Na visão do petista, os governantes deixaram muito tempo passar antes de começarem a reagir aos números negativos da economia. "Para que a gente elege os governantes? Para eles enfrentarem os problemas. Se não tivéssemos problemas, não precisaríamos de governantes", analisou. "Eu acho que falta um bom entendimento político sobre o que acontecerá se não se resolver a crise rapidamente."
O ex-presidente ainda deu a dica para americanos e europeus: "se a gente transformar os pobres em consumidores, essa crise desaparece", disse Lula, para quem "essa é uma crise de falta de consumo". Ele insistiu para que os líderes europeus não deixem a zona do euro implodir, e qualificou a União Europeia como "quase um patrimônio da humanidade".
Lula veio a Paris para receber, nesta terça-feira, o título de doutor honoris causa pelo Instituto de Estudos Políticos (Sciences Po), uma das instituições mais respeitadas da França. No início da noite desta segunda-feira, quando deixava o hotel onde está hospedado - o prestigioso Lutetia -, o ex-presidente conversou rapidamente com a imprensa.
O petista comparou a crise econômica às revoltas populares para pedir democracia nos países árabes: disse que "tudo que se faz em tempos de paz, custa mais barato". "Era muito mais fácil, por exemplo, o (Muammar) Kadafi ter democratizado a Líbia. Era muito mais fácil o (Hosni) Mubarack ter feito democracia de verdade, e assim sucessivamente."
Dirceu e Bastos acompanham ex-presidente
Na noite desta segunda-feira, Lula participa de um jantar oferecido pelo embaixador brasileiro em Paris, José Maurício Bustani. O ex-presidente estava acompanhado dos ex-ministros José Dirceu e Márcio Thomaz Bastos. Dirceu afirmou ter ido a Paris "por conta própria" e que, entre outras atividades que faria na capital francesa, vai presenciar a cerimônia de doutoramento de Lula nesta terça-feira. Já Bastos é um dos oito ex-ministros do petista que agora participam das atividades do Instituto Lula, criado oficialmente em agosto.
Leia mais:
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201109262021_EST_80256053     

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ATO APARTIDÁRIO UMA OVA: PSTU, PSOL. PV, PR E PSDB DÃO VEXAME

O ato no RJ contra o governo Lula/ Dilma, mascarado de ato contra  a corrupção, foi  um fiasco. Organizado por uma empresária do RJ, Cristine Maza, e mais uns quatro cansados, com apoio da mídia  tucana, do Instituto Millenium e da direita raivosa, o ato reuniu umas 2.500  pessoas na Cinelândia, e muitos eram  apenas pessoas desavisadas que passam no local normalmente: deram uma paradinha para assistir de longe, sem se manifestar, e foram contados sem dó. Alguns artistas e políticos estiveram presentes: Frejat, Zé Renato, Dado Villa-Lobos, Fernanda Abreu e Tim Rescala, Tico Santa Cruz (esse está em todas, até em protesto por acidente de avião). Fernando Gabeira, do PV (arroz de festa), sempre aproveitando uma oportunidade de aparecer e atacar o governo Lula/Dilma, também esteve lá. Bem como o deputado estadual Marcelo Freixo e o vereador Elyomar Coelho, ambos do PSOL, (eles não iriam perder uma oportunidade de atacar o governo Dilma e fazer uma propagandazinha partidária). Fernando Peregrino, que foi candidato ao governo do Rio pelo PR no ano passado, também esteve presente no ato e disse que o deputado federal Anthony Garotinho não compareceu ao evento porque está em Brasília. Garotinho em um ato contra a corrupção? Só faltou o Maluf nessa manifestação, mas ele estava ocupado em SP, apoiando a candidatura do PSDB para prefeitura (informação da Folha.com). Outro partido, o PSTU, aproveitou para distribuir folhetos e fazer propaganda partidária. Um ato contra a corrupção em que cada  um estava só interessado no seu quinhão político, de olho na eleição de 2012, ou em aparecer para a mídia. Os bombeiros também foram lá reivindicar melhores salários ao governador Sérgio Cabral. O fiasco desse saco de gatos foi tão deplorável – prometeram sacudir o Brasil com 35.000  pessoas no mínimo (segundo o Facebook) –, que o JN nem teve coragem de noticiar, não deu uma palavrinha sequer sobre o assunto. Eles prometem repetir a palhaçada dia 12 de outubro, na orla de Copacabana. Sabe como é, feriadão, a praia vai estar  lotada, muito sol, muita cerveja e caipirinha, pode até dar samba. 
Jussara Seixas

domingo, 18 de setembro de 2011

Newsweek: Dilma dinamita Cerra e PiG. Não se meta com ela !

Me dá um dá lá que eu te dou um dá cá

Saiu no Estadão

Dilma Rousseff é capa da revista ‘Newsweek’

A presidente Dilma Rousseff é capa da próxima edição da revista ‘Newsweek’ internacional e da edição nacional americana. É a primeira vez que há destaque em mais edições da publicação para uma capa sobre o Brasil. A revista deve chegar às bancas nesta semana.

Com o título ‘Don’t mess with Dilma’ (em tradução literal ‘Não mexa com a Dilma’) (*), a reportagem principal aborda o governo, a história política e também a vida pessoal da presidente.

A revista cita detalhadamente o crescimento econômico do Brasil e a participação de Dilma nesse processo de mudanças, iniciado com a gestão Lula. O assunto é endossado pela frase do presidente dos EUA, Barack Obama, quando esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, dizendo que o Brasil era o país do futuro. Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, fato descrito como positivo e influente.

Na matéria, a presidente afirma saber do potencial brasileiro e pergunta ao repórter da ‘Newsweek’ se ele sabe qual é a diferença entre o Brasil e o resto do mundo. A própria Dilma responde dizendo que, em nosso País, os instrumentos de controle políticos existentes são fortes o bastante para combater um crescimento mais lento ou até a estagnação da economia mundial – diferente de outros países. Segundo Dilma, o Brasil pode cortar as taxas de juros porque fez um empréstimo (sic – PHA) cauteloso e tem um Banco Central rígido.

Na entrevista, Dilma confessa que, quando criança, queria ser bailarina ou bombeira. Para ela, uma menina querer ser presidente é um sinal de progresso. Dilma também fala sobre sua passagem pela prisão, época em que fazia parte de um grupo revolucionário político, e que, por conta disso, aprendeu a ter esperança e paciência.

A presidente Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award, na próxima terça-feira, 20, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York. A premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.

Navalha

A pergunta da presidenta – você sabe qual a diferença do Brasil ? – lembra aquela em que ela “jantou” a Globo.

Clique aqui para ler: Dilma engole a Globo. Vem aí a “CPMF dos ricos”

É uma boa lição aos nossos colonizados colonistas (**), que não se cansam de enaltecer os BRICs em detrimento do Brasil.

Em nenhum outro BRIC há instituições democráticas que se comparem às brasileiras.

Mesmo que se corra o risco de o próprio presidente do Supremo querer fechar o órgão que vigia os juízes, o CNJ

Clique aqui para ler: Peluso vai desmanchar o CNJ. Não, não pode ser verdade

Mal ou bem, aqui se tenta censurar blogueiro sujo através da Justiça – embora a Juiza Quintela se tenha recusado a fazer isso-, mas não se acha blogueiro sujo morto com tiro na boca em esquina próxima da Praça Vermelha, onde trabalha o Czar Putin (não confundi-lo com o “nosso Putin”).

Aqui é diferente.

Tão diferente que o PiG (***) faz o que quer.

E ninguém faz nada.

(Por falar nisso, quando é que a Policia Federal conclui o inquérito sobre a invasão do Hotel Naoum em Brasília ? Ou vai esperar achar o áudio do grampo ?) Paulo Henrique Amorim

(*) Este ansioso blogueiro prefere a tradução “não se meta com ela”.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: estes blogleiros sujinhos sempre acreditaram na grande transformação iniciada por Luiz Inácio - LULA - da Silva e agora mantida por nossa grande "Presidenta" daquela velha premissa que nos foi ensinada desde nosso pré-jardim: "O Brasil é o país do futuro!" para "O Brasil é o futuro!"

Esperar, a lá Adam Smith, que o mercado se auto-regule é o mesmo que esperar - sentados, pls - em que nossa mídia se democratize sem atuação firme e decidida de nosso estado defendendo os direitos constitucionais do cidadão!

Acreditamos no que se provou eficaz no 'tsunami' da crise de 2008/2009 e que certamente se confirmará na crise que se avizinha, apesar da urubóloga e do 'ficha limpa' do pps prega: "A crise é mortal"!, que os $$$ investidos não podem ser nos mercados financeiros, como sói aos dirigentes europeus e americanos - mas sim no consumo e na produção!

Como disseram algures alguns analistas: é na crise que se constróem as maiores oportunidades! E desta crise mundial quem se destacará, quem conseguirá crescer, pois sua aposta - que não é heterodoxa - é a mais socialmente justa e economicamente possível.

Não precisamos ser 'economistas de renome' para verificar que dos bilhões de dólares investidos nos mercados financeiros mundiais geraram polpudas premiações aos executivos financeiros - os mesmos que criaram a bolha imobiliária.

Dilma disse muito bem: Nossos controles são bons!

Só falta expandí-los para a mídia!


sábado, 17 de setembro de 2011

Como derrotar o Golias da mídia?

Golias, o lendário gigante filisteu das escrituras bíblicas vivia desafiando o exército israelita a lhe enviar um contendor à altura. Reza a lenda que o descomunal guerreiro ostentava três metros de altura e vestia uma armadura de 50 quilos. Diante da supremacia desproporcional do desafiante, portanto, não havia quem ousasse enfrentá-lo.
Certo dia, porém, o desafio foi aceito por um jovem e franzino israelita, Davi, que derrotaria o monstruoso adversário em combate usando uma mera, porém certeira, funda. O jovem que se tornaria rei após vitória de tal monta se valeu não só da coragem, mas da crença em que nada ou ninguém é invencível.
Há quem acredite, até com certa razão, que a mídia corrupta e golpista que se abate sobre esta nação há décadas e mais décadas, é invencível. Não poderia ser derrotada também na internet porque aqui também continua gigantesca diante de blogs e sites que imaginam que podem derrotá-la neste novo campo de luta.
Penso diferente. O elefante, por exemplo, é descomunal. Seria o Golias das selvas. Todavia, se tentar atravessar um rio infestado de diminutas piranhas, sucumbirá. Pode demorar mais tempo para ser devorado, mas será. Juntos e em seu habitat natural, os peixes são invencíveis (?) por qualquer ser vivo.
Sim, a grande mídia construiu gigantescos portais de internet que atraem milhões de internautas enquanto que blogs como este não passam de milhares ou até dezenas de milhares.  Com tal poder de divulgação – televisão, rádio, revistas, jornais, portais de internet –, a direita midiática conseguiu colocar algumas multidões nas ruas.
No Senado, ontem, o senador tucano Álvaro Dias deitou entusiasmada falação sobre os genéricos “movimentos contra corrupção” formados por alguns inocentes úteis e por outros nada inocentes, mas igualmente úteis à oposição demo-tucana e à mídia corrupta e golpista.
A prova da serventia que tais movimentos têm para grupos políticos apeados do poder central no início do século e mantidos fora dele até este limiar da segunda década do novo milênio reside – e se esconde – na euforia demo-tucano-midiática com eles.
Como, então, derrotar esses gigantescos impérios de comunicação? Ora, com o que pode ser usado como uma analogia para a funda de Davi ou para as piranhas que devoram o elefante. A blogosfera tanto pode ser a funda como os peixes carnívoros – a união, segundo dizem, faz a força.
Além disso, há que ver a qualidade dos manifestantes de lá e de cá. Para quem não sabe, há gente prometendo vir de Belo Horizonte, de Porto Alegre, de Curitiba, do Rio de Janeiro e até de Fortaleza e de Salvador para o Ato Contra a Corrupção da Mídia que ocorrerá em São Paulo no próximo sábado.
Gastarão dinheiro, viajarão horas, até, para se unirem em resposta à nova estratégia da direita midiática de pôr pessoas bem e mal-intencionadas nas ruas em atos que serão usados como “prova” de repúdio popular à “corrupção” do governo Dilma e do governo do ex-presidente Lula.
O movimento contra a corrupção da mídia foi desencadeado por um blog que logo se transformou em vários blogs e em exércitos de leitores que espalham a notícia de que haverá reação à ofensiva destro-midiática. É gente que dedica horas incontáveis para, sem ganhar nada, lutar contra essa elite que infelicita este país há 500 anos.
Eis a fórmula para matar o Golias midiático que pode até falar mais alto também na internet, mas que não fala mais sozinho. Antes da rede, jamais um representante comercial sem formação jornalística poderia se fazer ouvir por milhares de pessoas. O gigante ainda é descomunal, mas a funda de Davi está bem mais potente.
Para concluir, deixo o leitor com uma reflexão: não terá “Davi” logrado impor derrotas a “Golias” em 2002, em 2006 e no ano passado?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Atos contra corrupção da Mídia em São Paulo e no Rio

Haverá ato contra a corrupção da mídia também no Rio, na Cinelândia, na próxima sexta-feira, dia 16 de setembro, às 17 horas. Está sendo organizado pelo companheiro Sergio Telles.
Em São Paulo, a página do ato do Movimento dos Sem Mídia no Facebook já conta com 1000 confirmações de presença e mais de 300 adesões na página da Marcia e do Adolfo, que criaram o ato antes do MSM mas depois se uniram a ele. Aqui no blog, contabilizei umas 200 pessoas que não têm Facebook e que prometem comparecer.
No Rio de Janeiro, de ontem para hoje o ato pulou de 36 adesões para mais de 70 durante a madrugada. Possivelmente não haverá tempo para fazerem um ato mais denso, mas, pelo menos, farão alguma coisa.
Para o ato paulista – no Masp, no próximo sábado, 17 de setembro, às 14 horas – já conseguimos um carro de som e o MSM fará algumas faixas. Não temos recursos para fazer muitas, então peço que quem puder faça a sua e leve.
A mídia não deu nem uma notinha, claro. Mas quem viu os atos recentes do novo Cansei “contra a corrupção” na avenida Paulista, verá agora um ato contra a corrupção da mídia e quem tiver cérebro perceberá que a mesma mídia escondeu.
Os discursos e faixas pedirão o marco regulatório da comunicação e denunciarão que a mídia só noticia corrupção dos políticos do PT e aliados e ignora a dos governos tucanos como o de São Paulo. E que, acima de tudo, ignora os corruptores, ou seja, os que corrompem os políticos.
Estou preparando o manifesto do Movimento dos Sem Mídia que, como em todos os atos da ONG, será lido na abertura do evento, para que depois quem quiser faça uso da aparelhagem de som (potente) que levaremos.
São Paulo e Rio, portanto, começam reação contra um movimento engendrado, financiado e amplamente divulgado pela mídia, e que, lendo os leões-de-chácara dessa mídia em suas colunas e blogs, percebe-se que pretende atingir o governo Dilma e o legado de Lula.
É preciso reagir. No Rio, uma empresária “cansada” está convocando um ato genérico “contra a corrupção” para o próximo dia 20; em São Paulo, os “cansados” locais querem voltar à avenida Paulista em 12 de outubro; em Florianópolis e em Recife, outros “cansados” irão à rua no mesmo dia.
Os atos contra a corrupção da mídia não têm outra fonte de divulgação além deste blog, do facebook e do Twitter do blogueiro e no boca a boca dos leitores na internet, além de outros blogs que estão veiculando, enquanto que os atos da mídia saem em todos os grandes jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet.
É uma luta desigual? Sim, mas aí é que está o valor da iniciativa.
Para confirmar presença no Facebook no ato contra a corrupção da mídia em São Paulo, clique aqui, e para confirmar presença no ato do Rio, clique aqui
 http://www.blogcidadania.com.br/2011/09/atos-contra-corrupcao-da-midia-em-sao-paulo-e-no-rio/

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Já raiou a Liberdade...

SÓ BEBENDO!

"E é aí que surgem as formas oblíquas de mostrar poder, aquele poder oculto, mas cujo valor facial ninguém pode discutir.
Dirceu reclamou muito, mas deve ter adorado a matéria da Veja.
De repente, não seria de espantar se as fotos dos ministros e autoridades visitando a suíte de José Dirceu num hotel de Brasília tiverem sido vazadas por ele mesmo.
Casa bem com o perfil psicológico e interesse tático do personagem."
Edgar Flexa Ribeiro é educador, radialista e presidente da Associação Brasileira de Educação

 SÓ BEBENDO!

Impressionante  a cabecinha dessa gente  sem noção, leviana.  Esse tal Edgar Flexa Ribeiro  é marido da Lucia  Hippolito.  Par perfeito.  Segundo ele,  o ex-ministro Dirceu  teria  armado contra ele mesmo para mostrar que é poderoso. Como se o Dirceu precisasse disso.  Na cabecinha do Flexa Ribeiro,   José Dirceu deve ter entrado em contato com a Veja e arquitetado um plano mirabolante: ele mesmo fez as fotos e entrega ao jornalista da Veja  porque quer fama,  quer  mostrar que manda no governo, no país!  E a revista Veja, muito  amiga do ex ministro Dirceu,  concordou com o plano. Tudo combinado com o gerente do hotel, com a camareira, com os políticos  e ministros que foram conversar com ele. Na maior cara de pau,  o Flexa Ribeiro  tenta livrar  a Veja e o jornalista  babaca de terem  cometido crime de espionagem, de invasão de privacidade.  O que me deixa pasma é que esse sem noção é um educador, presidente da Associação Brasileira de Educação (?). O cara é um  abestalhado, tem mente doentia.  Escreveu essa pérola acima  no blog do Noblat – aliás, o Noblat  tem aceitado textos  de  cada  trambolho no seu blog que chega a doer:  Arthur Virgilio,  Heráclito Fortes, Agripino Maia, FHC,  e agora o tal  Flexa Ribeiro,  marido da Lucia Hippolito (por isso ela bebe tanto!).  Que decadência
Jussara Seixas
Gostaria de recomendar duas matérias publicadas na blogosfera – nos portais Advivo (Luis Nassif Online) e em Carta Maior - com análises sobre o episódio da matéria de capa de Veja contra mim. Cada uma, a seu modo, esclarece facetas da prática de jornalismo da revista, duramente criticada semana passada por inúmeros jornalistas e blogueiros em todo o país.

O professor e escritor Washington Araújo, mestre em Comunicação pela UnB, em seu artigo “O tribunal midiático”, abre sua argumentação lembrando que Veja pode ser acusada de práticas jornalísticas pouco usuais, de ser politicamente destemperada e editorialmente desequilibrada, “mas não pode ser acusada de incoerência”.  O especialista em comunicação se deu ao trabalho de fazer uma busca nos arquivos digitalizados da publicação onde levantou 49.587 resultados com o meu nome. Desse total, 91 eram menções à minha pessoa em suas capas entre 2002 e 2011.

Segundo seu levantamento, estreio em uma capa de Veja nesse período numa chamada lateral  na edição de 25/9/2002, onde constava: “José Dirceu: O homem que faz a cabeça de Lula”. Citando várias matérias de Veja a meu respeito, Washington Araujo ressalta um expediente comum: “as fontes em off, frases recolhidas fora do contexto em que foram ditas e reajuntadas a contextos mais atuais”.

Minha criminalização e o manual da revista

Para Araujo, a minha criminalização, corrente nas páginas de Veja, parece fazer parte do manual de redação da revista. “É quando Veja levanta suspeitas, investiga, acusa, julga, condena, acompanha o cumprimento da pena e veta qualquer direito ao contraditório. O Tribunal Midiático parece ter mais poder destruidor que Tribunal regular, instância judiciária em uma sociedade democrática”.

Quanto à capa de 31 de agosto passado, em que sou apresentado como um Don Corleone, de O Poderoso Chefão, o mestre em Comunicação afirma: “O que merecia mesmo uma ampla reportagem é a metodologia adotada pela revista para cumprir sua pauta”.

Entre os procedimentos citados está o de um repórter se passando por companheiro de quarto de hotel para conseguir a chave do meu apartamento com a camareira, além de imagens citadas/retratadas na revista como se houvessem sido cedidas pela segurança do hotel.  (Leia mais neste blog) Araujo, ao final, pergunta-se: “Por algum acaso, repórteres de Veja estagiaram recentemente no jornal News of the World do realmente mafioso midiático Rupert Murdoch?”.

As sombras de Veja

Na Carta Maior, a matéria “Uma apuração feita nas sombras”, assinada por Maria Inês Nassif, André Barrocal e Lourdes Nassif, traz uma entrevista comigo que aborda, ainda, outras questões relacionadas à mesma matéria de Veja contra mim.Numa alusão à frase de Veja, de que o repórter estaria no meu hotel para investigar "as atividades de um personagem que age sempre na sombra", o título já abre a matéria ironizando a estranha prática de jornalismo adotada pela revista.

Na entrevista à Carta Maior pude denunciar que Veja se meteu numa empreitada muito arriscada, do ponto de vista jurídico. “Trata-se de uma estratégia para separar, para a opinião pública, as imagens do PT e da presidenta Dilma Rousseff  ("Dilma sim, o PT, não") e também a "preparação política" para meu julgamento no Supremo Tribunal Federal, no processo do chamado "mensalão", afirmei.

E frisei à Carta Maior que a revista incorreu na violação de vários direitos garantidos pelo extenso artigo 5° da Constituição, como a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas (item X); a inviolabilidade da casa do indivíduo (item XI) e o direito à reunião. E se tudo não passar de uma estratégia da revista para me condenar a priori, antes do meu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmo aqui o que disse aos jornalistas do portal: "Eu quero ser julgado". Afinal, apesar dos demais processos que enfrentei na minha vida pública, hoje, só tenho pendente o julgamento no STF.

"Quero ser julgado"

Carta Maior ressalta que existiam cinco processos contra mim correndo em instâncias inferiores. E que fui absolvido em primeira e segunda instâncias em todos eles. O portal informa que também passou incólume por uma devasssa de 18 meses da Receita Federal. "Recebi um atestado de idoneidade", afirmei.

A entrevista, contudo, vai além da matéria de Veja. Abordou o Congresso do PT e o que penso sobre vários temas, como o apoio a uma Reforma Tributária progressiva, em que os que ganham menos paguem menos, os que ganham mais, paguem mais.

“O Nicolas Sarkozi e a Angela Merkel falam de uma tributação de operações financeiras, e o Barack Obama, que é insuspeito, também pensa em taxar os ricos. Eu acho que, se para os Estados Unidos vale esse debate, e para a Europa também, vale mais ainda para o Brasil, onde os lucros financeiros são fantásticos e é grande a a concentracão de renda”, argumentei.

Também comentei a importância de o partido ser vanguarda em questões como a Reforma Política e a regulação da mídia. A propósito deste último tema, disse que cabe ao PT esclarecer à sociedade que o assunto nada tem a ver com censura. A regulação do setor das comunicações existe desde Portugal aos Estados Unidos, desde a Austrália ao Canadá; e que na Grã-Bretanha, inclusive, é uma regulação fortíssima.
Por fim, pude esclarecer um ponto, contrário ao que a mídia tem frisado com freqüência: “Houve uma melhora na articulacão política do governo (com o PT) com uma presença maior da presidenta (nas conversas). A relação (PT e governo) está muito boa”.

domingo, 4 de setembro de 2011

Partido dos Trabalhadores - A Política do Século XXI!




As resoluções tomadas neste fim de semana no 4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, apontam para uma nova maneira de fazer política que se descortina na sociedade brasileira.

Foram resoluções, muitas polêmicas, que indicam claramente uma nova forma - e Revolucionária - do fazer política!

A decisão de aumentar a cota de gênero de 30% para 50% quase que corresponde a real representatividade que deva ser exigida por aquelas que representam mais de 50% de nossa sociedade;

A de garantir, em nova cota, a participação de jovens, apesar de também não quantificá-los em relação a nossa sociedade, também é significativa!

As minorias(?) étnicas também foram garantidas no coeficiente mínimo de 20%!

Outra inovação - Revolucionária - impõe restrições às multiplas reeleições em cargos proporcionais. Limite de 3 reeleições para deputados e 2 para senadores!

GUERRILHEIROS VIRU@IS acham que em próximo congresso poderá ser reduzida para 2 de deputados e apenas 1 para o senado, mas acham grande avanço também nesta mudança do regimento.

Foram tantas resoluções que afetam diretammente a vida partidária que neste primeiro momento não poderemos refletir sobre todas, mas certamente serão de profunda reflexão não só para os filiados como para todos os brasileiro.

Sobre a criticada resolução de investir nas resoluções discutidas pelo Brasil afora em seminários sobre a democratização das comunicações não temos dúvidas: todos os países desenvolvidos e diversos outros já tem os meios de controle social da mídia, respeitada a Liberdade de Expressão - consagrada em nossa constituição - e não respeitada pela grande mídia.

Enfim, vemos um novo momento surgindo na política brasileira - um momento ímpar - que deverá ser discutida e refletida por toda nossa sociedade.


GUERRILHEIROS VIRTU@IS
só lamentam o pouco que se discutiu sobre a constituinte exclusiva para a reforma política - questão fundamental, ao nosso ver - para dar o 'passo adiante' em nossa democracia!

Avante PT, fomos o primeiro partido a garantir nossa antiga cota de 30% para mulheres que foi encampada pelo STE, vamos demonstrar os avanços políticos necessários neste Século XXI!

A Luta Continua!

Luiz Antonio Franke Settineri - SAROBA

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Copom e salário mínimo trazem de volta a agenda do desenvolvimento do governo Dilma

Em dia de reunião do Copom que decide se mantém ou abaixa a taxa selic de juros, até este momento o resultado ainda não foi divulgado,  o fato mais importante do dia, foi , sem dúvida,  que o governo Dilma enviou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior para dizer que o acordo costurado no governo Lula e mantido em sua administração, para a valorização do salário mínimo, será cumprido integralmente.
O menor salário pago a um trabalhador em janeiro de 2012 será de R$ 619,21.
O valor ainda não é o ideal, mas representa a continuidade de um processo de crescimento da renda dos trabalhadores e aposentados que percebem esta remuneração mensalmente.  Assim que for pago, este valor representará cerca de US$ 365, segundo projeções do mercado sobre o câmbio real/dólar para o início de 2012, aproximadamente R$1,70.
Tabela publicada no Tijolaço, demonstra a valorização do salário mínimo desde 2003
É sempre saudável lembrar o passado para referenciar o presente e projetar o futuro.  Em dezembro de 2002 o salário mínimo valia menos de US$ 100!
A política de valorização do salário mínimo iniciada em 2003, como é possível perceber na tabela acima, injetou bilhões de reais na economia e ajudou o país a crescer firmemente sua economia, os mais pobres puxaram o a locomotiva do desenvolvimento econômico e social deste país.
Leia mais:

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Com 9 anos de atraso, FHC afirma: “O país cansou da roubalheira”

Com 9 anos de atraso, FHC afirma: “O país cansou da roubalheira”

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço (fiz)
Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente que herdou o plano real do governo Itamar e conseguiu reduzir a inflação brasileira para níveis razoáveis, além, claro de ter entregue quase todo o patrimônio público brasileiro, ter arroxado salários e gerado enorme problema social para o país, como o aumento expressivo da miséria, do desemprego em massa e maior desproteção social para os desamparados, entre outras credenciais inequívocas de seu legado presidencial, resolveu chamar para si o papel de menestrel pela decência nas coisas públicas e na condenação, veemente, da corrupção.
FHC cunhou a seguinte frase: “O país cansou da roubalheira”.
O ex-presidente está certo em sua afirmação, há que lhe parabenizar pela "sua tese".
Confira, trechos de sua nota, publicada no site “Observador Político”, entremeada com singelos comentários deste blog sobre a legitimidade do cidadão que redigiu tais frases em nome da sociedade brasileira:
“Vira e mexe a questão da corrupção volta à baila. Agora mesmo não se fala de outra coisa. Desde o “mensalão”, com a permissividade do próprio Presidente da época, a onda de desmandos e as teias de cumplicidade se avolumaram...Malfeitorias sempre houve. A diferença é que, de uns anos para cá, ela mudou de patamar com o sinal de perdão diante de cada caso denunciado.

“Não é tão grave assim” ou então, “foi coisa de aloprados” ou ainda de que se trataria “apenas” de dinheiro para pagar contas de campanha eleitoral...O país cansou da roubalheira....


Nesses dois fragmentos de sua tão festejada nota, uma espécie de "invenção da indignação social brasileira", sob a grandiosa liderança do príncipe dos sociólogos, FHC cutuca Lula, quem o superou em todos os níveis possíveis de benfeitos na administração federal, perdendo, é bem verdade, na entrega do patrimônio público, na estagnação econômica prolongada, nos altos custos sociais imposto aos mais pobres e na vaidade incabível n'alma.

FHC não esquece Lula, é uma obsessão para o ilustre morador de Paris. FHC não perdoa e nunca o perdoará pela popularidade e pelo legado do Novo Brasil que Lula edificou, ao desconstruir o ideário neoliberal fracassado do governo tucano, que, eleição após eleição, costuma ser negado várias vezes pelos candidatos do PSDB, como fizeram Serra, duas vezes, em 2002 e 2010, e Alckmin em 2006, e que prenuncia mais uma (
re)negação em 2014.
Leia mais:

http://palavras-diversas.blogspot.com/2011/08/com-9-anos-de-atraso-fhc-afirma-o-pais.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+PalavrasDiversas+%28Palavras+Diversas%29

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por que o Brasil vai sediar a Copa de 2014?

Para ser o centro de atração mundial, ter prestígio? Para gerar milhares de empregos diretos e indiretos? Para fazer a economia do país crescer? Para favorecer o comércio em geral, restaurantes e hotéis, favorecer o povo e o país com os bilhões de dólares que os turistas vão gastar no Brasil? E o povo brasileiro, não gosta de futebol? Não dizem que o Brasil é o país do futebol? Essa Copa de 2014 vai fazer o Brasil gastar milhões com infra-estrutura para sediar a Copa e isso vai beneficiar milhões de brasileiros, pois serão gerados empregos em todo o país, em vários setores: na indústria, no comércio, hotelaria, em restaurantes, na construção civil, limpeza, nos aeroportos e portos. Vai faltar mão de obra, vai acabar o desemprego. O presidente Lula fez tanto esforço e campanha para sediar a Copa de 2014 no Brasil porque sabia de tudo isso. Brasileiro gosta de futebol, mas alguns jogadores não gostam, como o goleiro Ceni do SPFC. Acho que Ceni é jogador de futebol por total falta de opção. Na verdade, ele detesta futebol.
Jussara Seixas

AI-5 Digital é um atentado a Liberdade de expressão

O Drácula Eduardo Azeredo(PSDB-MG) tenta impor à sociedade, sem convidar os Movimentos Sociais e Digitais para o debate. Segundo Azeredo, "é uma besteira histórica", ao relacionar o período da Ditadura Militar ao seu Projeto de Censura a Internet.
A blogosfera progressista deve reagir contra esse nefasto projeto. Liberdade de expressão é para todos, não pertence a uma Elite da Sociedade.

Os tucanos querem censurar a internet, Rui Falcão quer a participação popular via rede
O projeto de lei º 162/2008 de autoria do deputado Rui Falcão (PT), que regulamenta a iniciativa popular por meio da rede mundial de computadores (internet), está pronto para ser votado na Assembleia Legislativa. “Se o projeto for aprovado aproximaremos a população paulista da Assembléia e desenvolveremos o espírito da cidadania em todas as pessoas que hoje se vêem distante da discussão parlamentar”, justifica Rui Falcão, 1º secretário da Mesa Diretora do Legislativo estadual.
Conforme o autor da proposta, a iniciativa popular prevista na Constituição do Estado de São Paulo será realizada com assinaturas digitais, mediante adesão via rede mundial de computadores. A assinatura será efetuada por programa que ateste sua originalidade, por meio de cadastro prévio que constem dados como nome completo e filiação; número da cédula de identidade; número do título de eleitor e endereço residencial e de correio eletrônico.
A coleta das assinaturas será realizada por meio do sítio na rede mundial da Assembléia Legislativa, assegurando ao eleitor o conhecimento completo da propositura que pretende assinar. A Assembleia também poderá criar um sistema de certificação digital ou implementá-lo mediante convênio. “A certificação digital é algo corrente e já vem sendo utilizada em diversos órgãos públicos, agilizando o tramite de emissão de certidões, processos judiciais e conferência de dados”, observa Falcão.
O deputado lembra que atualmente todo o processo legislativo pode ser acompanhado de qualquer lugar do mundo, possibilitando maior transparência e legitimidade ao encaminhamento das proposituras. “Todavia, a participação popular na confecção de leis ainda encontra um grande obstáculo na mobilização e cumprimento dos requisitos constitucionais”, observa.
Entre os obstáculos, cita que muitas vezes compromissos pessoais e profissionais impedem o trânsito de pessoas a postos de coletas de assinaturas e ainda o exíguo tempo que esses postos são colocados a disposição do cidadão. “Todos os obstáculos dificultam também uma análise mais profunda do texto da propositura ou melhor discussão quanto a seu conteúdo”, comenta.
“A possibilidade de discussão e assinatura por meio da rede mundial de computadores amplia a democracia e a cidadania. Diversas associações e cidadãos com boas idéias e com o espírito para mudar a realidade do Estado poderão desenvolver projetos e apresentar para Assembleia, sem a necessidade de percorrer uma longa estrada e despender de um precioso tempo para angariar assinatura”, acrescenta Falcão. 
mais informações clicando AQUI
Abaixo o projeto de lei º 162/2008 de autoria do deputado Rui Falcão (PT)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

FALOU E DISSE, Presidenta Dilma Rousseff

“O que acho complicado no Brasil é que os problemas reais perdem espaço para os acessórios, ou para os que não são reais. Isso é ruim, porque há a tendências de as pessoas se preocuparem mais com o espetáculo do que com a realidade cotidiana das coisas” Dilma Rousseff
“Não vamos abraçar a corrupção, mas não serei pautada pela mídia”, Dilma Rousseff

domingo, 21 de agosto de 2011

Nosso Eterno Presidente!

Em defesa de Lula

Só no Brasil mesmo para alguém ter que defender o autor de uma obra como a de Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno presidente Lula. E o que mais espanta não é a mesquinhez dos inimigos, mas a ingratidão de parte dos que apoiaram seu governo e que agora apóiam o da sucessora que ele indicou e elegeu com a sua popularidade imensurável.

Em qualquer parte do mundo, sob qualquer avaliação séria, o que Lula logrou produzir no Brasil é considerado quase um milagre. Não deveria espantar, no entanto, a falta de memória popular eternamente cantada em verso e prosa, apesar de que a imensa maioria dos brasileiros ainda tem consciência da obra do ex-presidente.

Compreendo que os inimigos de Lula, essas amebas que sabotaram o Brasil durante os oito anos anteriores só para atingi-lo, tentem agora destruir a memória nacional sobre os prodígios que este país conseguiu ao fim da primeira década do século XXI.

Como, além de mesquinhos, os inimigos de Lula são covardes, não espanta que tentem se aproveitar do fato de ele não ter mais o púlpito da Presidência da República para se defender. Não compreendo, porém, quando o ataque parte daqueles que, ao apoiarem o governo eleito por mérito quase inteiro do ex-presidente, terminam por injustiçar Lula.

Ele vem sendo acusado, nos debates sobre a conjuntura política, de, pasmem, “não ter feito nada para democratizar a comunicação no Brasil” e de, no início de seu mandato, também ter sido considerado “traidor” de seus princípios ao adotar política econômica subserviente ao mercado.

Partindo da direita midiática, posso aceitar tal premissa. Mas é absurdo ver alguém que apóie de verdade o atual governo – e que, portanto, deve ter apoiado o anterior – dizer essas barbaridades sobre a era Lula.

O que primeiro chama a atenção é a falta de visão histórica em tal afirmação. Quem não consegue distinguir o estado em que Fernando Henrique Cardoso entregou o governo a Lula do estado em que o país estava quando o mesmo Lula passou a faixa presidencial a Dilma Rousseff, talvez não mereça resposta.

Ainda quero crer, porém, que essas pessoas estão meramente se deixando enganar. Não quererei crer que agem por má fé ao endossar a “faxina” do “lixo” da “herança maldita” que a direita midiática atribui a Lula. Portanto, quero refrescar memórias.

Lula recebeu um país arrasado, com inflação e desemprego nas alturas, estagnado economicamente, sem investimentos, sem reservas cambiais e sem crédito internacional, fosse financeiro ou conceitual. Entregou a Dilma um país pujante, internacionalmente reconhecido, crescendo fortemente, com quase pleno emprego e inflação sob controle.

Apesar disso, enfrentou a artilharia mais sórdida talvez desde Getúlio Vargas. Sua família, sua dignidade e até a sua sexualidade foram alvo de ataques incessantes. Tentou-se derrubá-lo com os mesmos “escândalos de corrupção” que a direita sempre usou para depor governos progressistas na América Latina.

Lula, com sua imensa inteligência política, soube enfrentar as críticas e os ataques com uma postura altaneira e com seus discursos sempre corajosos, por meio dos quais enfrentou os que diziam que não conseguiria governar. Fez isso desde que tomou posse pela primeira vez, em 2003.

Durante o processo eleitoral de 2002, em que se sagrou presidente da República, Lula deixou absolutamente claro, para quem nele quisesse votar, que não quebraria contratos e que não daria guinadas na convivência com o mercado financeiro internacional, infringindo as regras do jogo que, após a década anterior e o Consenso de Washington, tornaram-se compulsórias para as nações.

Este blogueiro jamais chamou Lula de traidor e entendeu perfeitamente sua postura relativamente contemporizadora até que, em 2005, eclodisse o escândalo do “mensalão”. Tinha, então, a consciência histórica da situação em que ele havia recebido o país e de que seria preciso pôr a casa em ordem antes de avançar em sua democratização, que passaria pela comunicação.

Após lograr o que se temeu que não ocorresse, reeleger-se em 2006, Lula estava livre para avançar na democratização da comunicação no Brasil. Em 2008, durante o Fórum Social Mundial, convocou a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorreria cerca de um ano depois, ao final de 2009.

Lula delegou ao ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins a missão de elaborar um projeto de regulação da comunicação no Brasil que se inspirou nas legislações mais avançadas do mundo, tais como as de Estados Unidos, Inglaterra, França e, também, nas deliberações da Confecom.

O projeto de regulação da comunicação foi deixado pelo ex-presidente Lula após um longo processo, com dezenas de conferências pelos Estados, regiões e cidades, e com fóruns e seminários com autoridades da comunicação de outros países. Fez isso suportando artilharia imensa da mídia desencadeada justamente por conta do processo que a fazia sentir-se ameaçada.

Foi duro para Lula suportar a artilharia que sofreu da mídia por ter erigido o projeto que deixou ao fim de seu governo para colocar ordem no prostíbulo que é a comunicação neste país, com oligopólios ilegais que se valem de ações criminosas iguais ou piores do que as que já se sabe que praticam os tablóides britânicos controlados por Rupert Murdoch, entre outros.

Também foi preciso coragem para enfrentar grandes interesses a fim de transformar o Brasil em um país muito mais justo e pujante, um país que assombra por ter se tornado um mar de estabilidade e progresso em meio a um mundo caótico. Lula fez isso graças aos milhares – eu disse milhares – de discursos políticos ao longo de seu governo de oito anos.

A cada frase que dizia – e que calava fundo no coração do povo – era fustigado pela direita midiática logo em seguida. Já em seu discurso de posse não deixou de mandar seus primeiros recados, lembrando o preconceito que teve que enfrentar para chegar aonde chegara. Dali em diante, nunca mais deixou de dizer sempre o que precisava ser dito.

Acompanhei, in loco, o processo de democratização da comunicação implantado em vários países da América do Sul, tais como Argentina, Bolívia, Equador ou Venezuela. Em todos esses países foi preciso muita coragem. Foram processos traumáticos, mas o povo fez a sua parte apoiando aqueles líderes e os países chegaram lá.

Entendi que os discursos de Lula não se traduzissem em ações tão intensas quanto as empreendidas nos países vizinhos. Queria processo menos traumático. Mas ele agiu, sim. O Conselho Federal de Jornalismo e a Ancinav foram tentativas frustradas porque não havia apoio no Congresso, mas pelo menos foram tentativas.

Quanto à “herança maldita” que a mídia diz que Lula deixou, sobretudo no que diz respeito a essa absurda herança de “corrupção”, é inaceitável. Toda administração pública pode conter corruptos. Acontece no governo federal, nos governos estaduais e municipais.

O fato de se colocar lente de aumento sobre problemas no governo federal não significa que sejam maiores ou menores nesse governo, nem o fato de que não se cobra “faxinas” em governos como o de São Paulo ou de Minas quer dizer que não exista corrupção neles. Apenas denota que a corrupção dos aliados da mídia é protegida por ela.

Este manifesto, portanto, é em defesa de Lula e de sua obra épica. Nele, peço respeito à memória de um governante que transformou este país para sempre. Uma memória que já se tornou um patrimônio nacional e que pessoas como este blogueiro lutarão para preservar enquanto tiverem um mísero sopro de vida dentro de si.